Paris é habitada há milênios. Por isso, chegou ao século 18 com um problema de superpopulação nos cemitérios, muitos deles localizados dentro da cidade.
O Cimetière des Innocents, o mais velho de Paris, tinha sido convertido numa espécie de sepultura coletiva onde até 1500 mortos ocupavam a mesma tumba.
Em 1780, um desabamento acordou os mortos. Por causa do peso das sepulturas, um dos muros do Cimetière des Innocents cedeu. O Rei ordenou que os cemitérios fossem fechados.
Paris já tinha centenas de túneis, restos de minas usadas na construção da cidade. A solução parecia óbvia: ossos de milhões de parisienses foram levados para os túneis.
Se os ossos foram para as Catacumbas, a gordura foi para as fábricas de sabão e velas. É isso mesmo: na Paris do século 18, os mortos iluminavam o caminho dos vivos. Literalmente.
O Império dos Mortos veio em boa hora. Em 1789, a Revolução francesa aumentou a demanda por tumbas. Danton, Robespierre e Lavoisier foram enterrados nas catacumbas.
Durante o século 19, as Catacumbas se tornaram um museu da cidade. São quase 300 km de túneis, uma Paris abaixo da outra. Cerca de 2 km estão abertos para visitação turística.